Arquivo da categoria 'Tecnologia'

Youtube em português

19 de junho de 2007

Finalmente está no ar a versão em português do Brasil do Youtube, assim como para outros nove países. Espero que sirva diminuir o número de atritos em comentários entre os brasileiros (mais ou menos) monoglotas e o resto do mundo que fala inglês. “Uma jaulinha pra cada nacionalidade”.

Ah, sim, estou enrolado com traduções e outras coisas.

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Segurança no WordPress

2 de março de 2007

Já fez o upgrade para a versão 2.1.1? Faça já a atualização para a 2.1.2: O WordPress foi invadido e os executáveis que estavam no ar para download na última semana têm problemas sérios de segurança. Quais? Um furo no RSS parser que pode fazer seu blog começar a linkar para todo tipo site de spammer que houver. Mas há mais. A história completa, em inglês, está aqui.

PS: Foi por este motivo que desativei os “links para cá” ontem à noite. Esse plugin consulta automaticamente o Technorati e devolve a lista dos últimos dez posts de blogs que citam o Sine Nauta Navis. Faz isso através de RSS. Ontem à noite descobri que eu estava devolvendo links para vendedores de Viagra e assemelhados. É, patético. Mas da vida. Pelo menos não é algo que dê controle total sobre o blog e até sobre o servidor, como alguns exploits para o Movable Type que já rolaram por aí.

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Digg, Reddit, StumbleUpon e a Web social

28 de fevereiro de 2007

Há alguns dias prestei um depoimento para o Wall Street Journal sobre Web social e compartilhamento de links/favoritos, e a menina que estava fazendo a apuração para a matéria perguntou quais eram as diferenças principais, na minha opinião, entre os três sistemas mais conhecidos e de quais outros sistemas eu era usuário. Fui chamado para dar esse depoimento pois faz uns três meses que estou na lista dos vinte e cinco usuários top no sistema (StumbleUpon), entre dois milhões de outros no mundo, e já há um mês no segundo lugar. Pode parecer besta, mas estar aí, disputando o campeonato dos lango-langos, já me rendeu uma entrevista de emprego na Inglaterra e alguns bons novos amigos.

Pois bem, no depoimento eu respondo que sou usuário do Digg, do Reddit e do Stumbleupon, mas não costumo usar com freqüência os dois primeiros. O Digg, para mim, é uma espécie de über-geek-land, um parque temático de nerds que se interessam exclusivamente por tecnologia, ciência e política de esquerda. Não que esses assuntos não me interessem muito também, mas há vários outros temas que são de interesse de muito mais gente e que passam completamente ao largo (não há nem como categorizá-los, geralmente) tanto do Digg quanto do Reddit. O Reddit, que é só uma versão com menos funcionalidades e menos “web 2.0″ do Digg. Já o StumbleUpon, com sua filosofia e implementação completamente distinta tem a vantagem de reunir a tradicional turma de nerds a gente com menos conhecimento ou fome de tecnologia, o que resulta numa combinação mais balanceada de sugestões e assuntos - uma fonte de informação muito mais útil para jornalistas, cientistas, professores, geeks informáticos menos xiitas e curiosos no geral.

Além disso, no Digg, a maioria das notícias - mesmo algumas em inglês - que não se referem aos Estados Unidos ou a sites americanos, sofre o que os usuários do Digg chamam de “bury”, ou seja: são descartados e não ficam mais disponíveis (coisa que raramente aconteceria no StumbleUpon). Notícias que não sejam do agrado da maioria absoluta dos usuários ou que sejam contrárias às crenças dessa maioria, também são descartadas. Essa prática, que tem causado desconfiança entre muitos blogueiros americanos (alguns de que sou leitor, inclusive), está minando a confiança da comunidade no sistema e causando um desconforto geral. Um dos blogs que apontou o problema tem tido seus posts sistematicamente descartados por grupos de usuários que se unem para fraudar o sistema apontar quem pode e quem não pode aparecer na página principal do Digg. É a Festa do Aldeão com Tocha, como diziam as pessoas lá no Wunderblogs.

Não sei se esse problema já está afetando o Reddit, que uso muito menos, mas no caso do StumbleUpon, cujo algoritmo de sugestão de sites é uma combinação aleatória somada ao nível de importância da página (rank), é muito menos sucetível a esse tipo de picaretagem que afeta o Digg, isso se não for completamente livre delas.

Todos esses sistemas (e muitos outros, que não foram citados, como o Netscape e o Yahoo) são o que há de mais “quente” na Web no momento e o Digg, que é apenas um site que não produz uma linha de conteúdo, só gera indicações - e visitas - para outros sites, já vale mais de 220 milhões de dólares no mercado. O StumbleUpon, que recebeu cerca de 10,5 milhões de dólares de fundo de investimento em tecnologia (venture capital), ainda não tem uma cotação de venda formalizada, mas, com o sucesso que o sistema tem alcançado, em breve a cifra será próxima desta ou maior - desde que a bolsa de Xangai não vá para o vinagre, claro.

No Brasil, que eu saiba, o único sistema com funcionalidades semelhantes é o Wasabi, desenvolvido por um pessoal aqui de São Paulo e vendido no ano passado para o Yahoo e o BlogBlogs, que como já está no nome, é mais um Technorati (diretório de blogs) local que propriamente compartilhamento de links, mas tem algumas funcionalidades que podem categorizá-lo como tal.

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BBC é a primeira

31 de janeiro de 2007

O conselho da BBC é o primeiro entre os (mais ou menos) grandes produtores a decidir liberar sua programação de TV para download gratuito pela Internet. Para quem acompanhou os sucessos de Battlestar Galactica, Lost, Doctor Who, Rome (Roma, da HBO), entre outros, por causa da divulgação através da Internet, isso pode parecer um movimento natural. Mas não é. Há muitos interesses conflitantes e as grandes redes de TV - principalmente as que não produzem conteúdo - provavelmente não estão preparadas para a perda de receita que advirá do fato.

Na verdade a iniciativa da BBC é, talvez, o detonador de um movimento que provavelmente fará com que as TVs (cabo e broadcast) do mundo inteiro deixem de ser importantes como distribuidoras de conteúdo. Ainda assim, já se estuda formas de fazer o conteúdo se pagar e já há quem tenha achado a solução para o problema.

“Segundo o planejado, os espectadores poderão baixar os filmes ou vê-los online em até uma semana depois da veiculação televisiva.”

Grandes novidades virão por aí. Fortunas novas, como as do Youtube, surgirão. E fortunas antigas estão em risco. Não perca as cenas dos próximos capítulos.

Link para a matéria (em inglês), aqui.

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Fala que te escuto

11 de janeiro de 2007

Talvez aderindo ao movimento iniciado pela Time, o pessoal do WordPress decidiu que você (you) é o desenvolvedor mais importante e iniciou dois projetos: um para que você mande sugestões e funcionalidades que gostaria de ver implementadas no sistema (e que estarão presentes na vigésima terceira versão) e outra em que você pode dizer - anonimamente - tudo o que odeia ou acha feio, chato, bobo, Cicarelli e Barrichello no sistema. Bela idéia, mas temo que nossos fellow Brazilians não se comportem como devem por lá.

Talvez um dia, invertendo o raciocínio, sejamos nós os proibidos de nos conectar ao exterior, tal é a quantidade de vandalismo que os brasileiros aprontam em qualquer sistema ou comunidade em que entrem. Algumas comunidades dificilmente terão esse tipo de problema: Como havia escrito nesse artigo na PC Mag, ano passado, no Stumble Upon - onde quem não fala inglês não tem vez e ponto - a turma do VAMOSCUIAMBÁ normalmente entra e desiste em dez ou quinze dias.

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