Arquivo da categoria 'Cinema'

Vai um trabalho de sopro aí?

7 de março de 2008

Hoje perdi um desses “amigos de rede social”, um paulista que me mandou um link do G1 sobre a estréia de algum filme rolha com a Natalie Portman (uma boa atriz, se isso pode servir de elogio) e a Scarlett Johnson (aquela daquele filme ridículo - entre outros filmes ridículos - sobre dois rolhas incapazes de entender o Japão. E que se levam a sério). Ainda que ache a Natalie Portman razoável como atriz, tanto ela como a Johnson sempre me pareceram varzeanas. Se lembro direito, a frase irônica e amigável de resposta que me fez perder o amigo foi mais ou menos essa:

“Eu tenho uma certa prevenção com essas duas (ainda que ache a Portman boa atriz). Pra quem cresceu em Porto Alegre, ambas parecem suburbanas da Vila Scharlau, São Leopoldo, RS. Uma espécie de Cidade de Ós local. As duas têm cara de alemoazinhas vulgares que tiram monco do nariz em público ou mastigam de boca aberta e a anotação mental é sempre: ‘Se pegar, não apresente pra família.’”. Ou algo assim, com um emoticon sorridente de complemento.

Oi, vai um blowjob aí?
“Oi, vai um trabalho de sopro aí, guri? Bain, teu Monza Hatch é tri, néam. Leva a gêên-tchi pra ver o morro da Apamecor?”

Aparentemente cometi um crime de lesa-santidade, pois a resposta irada - acompanhada de um “remove friend” - do arigó foi: “Ah, vai…a Natalie Portman tirando catota do nariz?”.

Como se a minha opinião fosse fazer alguma diferença na vida das duas Vila Scharlau bem sucedidas. Tst. Vai você. E não esquece de pagar umas vódegas pras duas.

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O Morgado de Ballantrae

12 de julho de 2007

O cartaz é bem meia boca, o filme não deve ser muito diferente, mas aí está um filme que eu queria encontrar. Não lembro disto na Sessão das Duas - Sessão da Tarde na minha infância, talvez já tenha visto, enfim. A chamada é ótima: Filmada em sítios históricos da Escócia e Cornualha, dois anos de produção, milhares de figurantes. Gosh. Ah, sim, o filme é baseado nesse livro de Robert Louis Stevenson.

O Morgado de Ballantrae - The Master of Ballantrae com Errol Flynn

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Música folclórica italiana - Zoe - Sangue Vivo

26 de abril de 2007

O filme é bizarríssimo e ruim pacas, o som é europeu - no mau sentido - demais para 99% das audiências, mas não importa, eu gosto desses caras. A Letícia diz que as mulheres gritam quando cantam, mas o que se esperaria de italianas do sul?

Só sei que estão na playlist do iPobre há quase 6 anos. Meus hits: Don Pizzica, L’America (foi procurando por outra versão desta música que encontrei um filme com o mesmo nome do refrão, de que falei neste post aqui) e Nifta Maiu. A propósito, Pizzica é o nome do gênero musical que eles praticam. O grupo é do Sul da Itália, região da Puglia - o tacão da bota.

Recomendação: Passe longe disso.

Zoe. Alguns dos integrantes do grupo também participaram do filme

Officina Zoe Sangue Vivo

Sim, eu sei que o blog está abandonado. Na verdade, esse post e alguns outros estão há quase duas semanas nos rascunhos, prontos para serem publicados, esperando umas mudanças que estou fazendo na estrutura dos bancos que hospedam o Embora e todos os outros sites que tenho aqui. Já está quase lá. E que se dane a coerência. :^)

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300 pode virar motivo de moção da ONU

19 de março de 2007

Pelo menos é isso o que quer a Academia Iraniana de Artes. A comoção é tão grande por lá por causa do filme que até o parlamento do país se envolveu e vai pedir uma moção de censura ao filme e tentar impedir sua apresentação em países islâmicos, especialmente a Malásia. Sim, a falta de senso do ridículo é total.

Links:

Ah, sim, a MehrNews (piadas fáceis estão automaticamente desclassificadas) é a agência de notícias iraniana. O mundo é divertido, diz aí. Rodrigo Santoro que se cuide.

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Florence Nightingale, o Rouxinol

13 de março de 2007

Em 21 de outubro de 1854, Florence Nightingale e mais 38 enfermeiras voluntárias partiram da Inglaterra em direção a Iscutari (hoje em dia Üsküdur) na Turquia como auxiliares do corpo médico britânico para o tratamento dos feridos na Guerra da Criméia. Das muitas coisas que Nightingale inventou ou ajudou a introduzir a mais conhecida é a Cruz Vermelha. A menos, o uso da estatística na área hospitalar e a apresentação destas em diagramas gráficos. É, como aqueles gráficos do Powerpoint. “Gráfico pizza”, na tradução pobrinha dos anos 80. Ela usou esses gráficos para demonstrar com mais força a barbaridade que os números que tinha colhido em dois anos de trabalho indicavam. Esses documentos ainda existem e pode-se ver neles a caligrafia tipicamente feminina de Florence e as cores escolhidas por ela: azul, magenta, cinza.

Hoje estávamos assistindo um documentário da BBC e eu comentava com a Lelê, na pausa para um café, que um dos primeiros livros que li era uma biografia da Florence Nightingale, duma coleção de biografias meio mofada que tínhamos em casa. Reiniciei o DVD e a primeira cena depois do reinício era uma gravação chiada, baixa, onde se ouvia claramente a voz de uma mulher: “God bless my dear old comrades at Balaclava and bring them safe to God. Thank you all”. Era a voz de Florence Nightingale numa gravação de 1890.

Vou dormir melhor hoje.

Update: Abaixo uma pequena lista com links para os filmes produzidos sobre Florence Nightingale.

  1. Florence Nightingale (1915) (Mudo)
  2. The White Angel (1936) (Cinema)
  3. The Lady with the Lamp (1951) (Cinema)
  4. Florence Nightingale (1985) (Série televisiva)
  5. Florence Nightingale (1993) (Vídeo)
  6. Biography of the Millennium: 100 People - 1000 Years (1999) (Documentário para a TV com depoimentos da própria Florence)

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