Arquivo de março de 2008

Como se vuelve siempre al amor

13 de março de 2008

Internet em cyber café é algo absolutamente bizarro e irritante. Vou ficar uns dias sem atualizar isto aqui, a menos que ache algo melhor para conectar no meio tempo. Semana que vem um jovem (”Pai, eu quero ir pro Canadá”) começa a aprender inglês. Vamos ver como me saio como professor particular. Dicas serão bem-vindas. Heh.

Sobre o post anterior: o incidente diplomático já foi resolvido, parece que foi um “remove” acidental e eu peço desculpas pela delicadeza das palavras abaixo. E, pros cidadãos de um certo município gaúcho que não gostaram da brincadeira, como dizia o pai do Diogo Mainardi:  $%# no $% da periferia. E um abração. De urso polar.

Ah, o título vem de um Piazzolla favorito da casa.

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Vai um trabalho de sopro aí?

7 de março de 2008

Hoje perdi um desses “amigos de rede social”, um paulista que me mandou um link do G1 sobre a estréia de algum filme rolha com a Natalie Portman (uma boa atriz, se isso pode servir de elogio) e a Scarlett Johnson (aquela daquele filme ridículo - entre outros filmes ridículos - sobre dois rolhas incapazes de entender o Japão. E que se levam a sério). Ainda que ache a Natalie Portman razoável como atriz, tanto ela como a Johnson sempre me pareceram varzeanas. Se lembro direito, a frase irônica e amigável de resposta que me fez perder o amigo foi mais ou menos essa:

“Eu tenho uma certa prevenção com essas duas (ainda que ache a Portman boa atriz). Pra quem cresceu em Porto Alegre, ambas parecem suburbanas da Vila Scharlau, São Leopoldo, RS. Uma espécie de Cidade de Ós local. As duas têm cara de alemoazinhas vulgares que tiram monco do nariz em público ou mastigam de boca aberta e a anotação mental é sempre: ‘Se pegar, não apresente pra família.’”. Ou algo assim, com um emoticon sorridente de complemento.

Oi, vai um blowjob aí?
“Oi, vai um trabalho de sopro aí, guri? Bain, teu Monza Hatch é tri, néam. Leva a gêên-tchi pra ver o morro da Apamecor?”

Aparentemente cometi um crime de lesa-santidade, pois a resposta irada - acompanhada de um “remove friend” - do arigó foi: “Ah, vai…a Natalie Portman tirando catota do nariz?”.

Como se a minha opinião fosse fazer alguma diferença na vida das duas Vila Scharlau bem sucedidas. Tst. Vai você. E não esquece de pagar umas vódegas pras duas.

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A futura Guerra das Baratas

5 de março de 2008

A futura Guerra das Baratas

Se a América do Sul fosse um (sub) continente normal em que sangue de gente e não sangue de barata corresse nas veias dos seus habitantes, colombianos e equatorianos já estariam engalfinhados bombardeando-se, fuzilando-se, arrancando uns aos outros os membros a machete.

É preciso dar o benefício da dúvida e a razão aos colombianos: Abrigar uma força hostil a um Estado constituído - ainda mais a um Estado de fato e direito - é um ato de guerra e ponto. Ou seja, equatorianos (e quem mais esteja hospedando comandos das FARC com tanta mordomia e direito a pijama e Wi-Fi na selva) declararam a seu modo tosco*, guerra à Colômbia.

A retaliação colombiana também é um ato de guerra, se o governo do Equador quiser ver assim. Guerras absurdamente sangrentas começaram por muito menos, I mean.

Se o War Nerd escrever algo a respeito do “quase entreveiro”, o mais divertido da coluna será caçar os adjetivos que ele usará para descrever os sangues-de-barata da América do Sul. Uma velha, sobre a Colômbia, já foi de engolir a dentadura.

Enquanto isso, os diplomatas se empanturram de canapés na OEA e protelam qualquer decisão. Talvez seja até melhor assim.

Uribe, Chavez e Correa num abraço grupal
03.mar.2008/Guillermo Legaria/Efe

*Nada na América Hispânica é mais tosco que o castelhano falado pelos equatorianos. Paraguaios e venezuelanos em briga de foice no escuro pelo segundo lugar. Palabra de boy scout.

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