Resumo da Ópera
Por Láudano Sine Nauta NavisGabriel Brust, da Nova Corja, resume o imbroglio:
“Desisto. Passei as últimas três semanas me confrontando com o dilema: votar em Lula ou não? Uma dúvida que, certamente, deve estar sendo compartilhada por muitos eleitores que se consideram de esquerda, que sempre votaram na esquerda e que sempre rechaçaram o tipo de política representada pelo PSDB e, principalmente, pelo PFL. [...]
[...] Reeleger um governo em que quatro dos principais ministros caíram por corrupção é, no mínimo, burrice. Digo mais: é um ato inconseqüente. Talvez criminoso. Reeleger Lula é concordar com as práticas corruptas, com essa forma de fazer política que não é recomendável a país nenhum. Há poucos meses conversei com a ex-deputada espanhola Pilar Rahola, uma esquerdista diferenciada, que propõe uma revolução no pensamento da esquerda de todo o mundo. “Há uma parte da esquerda traindo a liberdade“, foi a principal frase de Rahola. Mas o momento da conversa que mais me intrigou foi quando ela me devolveu uma pergunta, dizendo que não tinha a resposta. Perguntei sobre a corrupção no Brasil, sobre a impunidade. Rahola me respondeu, com um honesto tom de incredulidade: ‘não sei o que ocorre no Brasil. Não sei como um governo corrupto consegue se manter sem sofrer as conseqüências. Há algo de errado em uma democracia assim’ [...]‘
[...]A desculpa de que ‘os fins justificam os meios‘ adotada pela militância petista dá medo. Um estudo breve sobre a história das atrocidades do mundo mostra que essa desculpa costuma estar por trás de atos criminosos. [...]
Dava para resumir mais ou menos assim: Ser de esquerda não obriga ninguém a apoiar um governo que desrespeita o código penal. O artigo todo é preciso e fulcral.
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