Notas rápidas
Por Láudano Sine Nauta NavisO melhor livro que li esse ano - com um belo atraso - foi Guns, Germs and Steel, de Jared Diamond. Na seqüência, Collapse (ou Colapso, na edição brasileira), um livro bastante questionado, talvez por considerarem-no neo-malthusiano ou qualquer outro argumento mais ou menos estapafúrdio na linha. Duas idéias que atravessam ambos os livros, a de que História deve ser estudada com métodos mais ou menos científicos (um darwinismo histórico, talvez) e de que a humanidade está inevitavelmente fodida (ah, não, ele não diz isso nos livros, manés pessimistas é que concluem isso), se não são novas, são apresentadas com roupagens bastante agradáveis. Há uma série de documentários feitos pela National Geographics baseada no Guns, Germs and Steel (Armas, Germes e Aço na tradução brasileira), mas, como toda adaptação para outro meio, deixa muitas das coisas relevantes do livro de fora. E, nesse caso, faz bastante diferença.
Outro livro que parece agradável, até o momento, é o History of Warfare, de John Keegan. Material altamente recomendável para alguns dos amigos WARNERDS que tenho.
No campo películas, foi um mês bastante trique-trique rolimã, em que revimos o Trois Couleurs - Blanc, e um monstrengo italiano chamado La Meglio Gioventù, que foi exibido rapidamente no Brasil em 2004. É a história de dois irmãos contada dos anos 60 até 2003. Um, médico, se apaixona ainda na faculdade por uma pianista que vai se tornar militante das brigadas vermelhas, o outro, sem muito saber o que vai fazer da vida depois de um evento traumático, torna-se milico e, depois, policial/fotógrafo legista. Muitas coincidências, bons personagens, humor, grandes amigos. Muito bom, muito bom. E uma atuação ok de Jasmine Trinca, muito melhor no papel de louquinha que aquele sujeito do Bicho de Sete Cabeças, além do melhor sorriso de toda história do cinema, formidavelmente esculpido por essa senhora. O filme (em dois Atos, como o empolado Novecento, de Bertolucci), tem 400 minutos de duração. É, faça as contas na calculadora aí. Mas vale a pena, os copeques e a dor nas costas de tanto tempo sentado. A alemoa, que tem uma certa ojeriza a filmes em castelhano de Castella e italiano no geral, não reclamou muito dessa vez. Legendas em francês ou inglês. Provavelmente será impossível achar Il cento passi e Quando sei nato non puoi più nasconderti, do mesmo diretor, mas sou bozó brasileiro e não desisto nunca.
Dia 10 próximo chego em Porto Alegre para passar uns dias com a família. Convites bacanas para eventos igualmente bacanas (uma dose de Pisco no Anticuario, ou tomar CHIMARRO na Redenção, por exemplo) serão aceitos com prazer.

Jasmine Trinca. Menina de futuro.

Gostou? Espere até a hora em que ela sorri.
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4 de maio de 2007 às 0:40
[...] (foi procurando por outra versão desta música que encontrei um filme com o mesmo nome do refrão, de que falei neste post aqui) e Nifta Maiu. A propósito, Pizzica é o nome do gênero musical que eles praticam. O grupo é do Sul [...]