Bancos

Eu, que já fui especialista em portas corta-fogo (firewall), em janelas (Windows NT e 2000 Server), biólogo marinho especialista em pingüins (Linux), satanista (*BSD*), babá de websites (sysop), timoneiro de canoa olímpica (coordenador de equipe de programadores), caçador de escalpos (analista de segurança), guarda-volumes (administrador de storage), palrador conspícuo (analista de suporte), tenho me dedicado à nobre arte de ser escorte de bancos de dados, nos últimos tempos. Tem sido divertido, podescrer, apesar de mais trabalhoso do que eu imaginava.

Bancos de dados são sentimentais e geniosos mais ou menos como as mulheres descritas no post do Manobra1979 ou instáveis como os comentaristas de blog do Alexandre Soares Silva. Bancos de dados engordam e não emagrecem jamais. Tornam-se complexos e murrinhas, cheios de campos, tabelas e referências cruzadas. Bancos de dados gostam de perder índices e entrar em completo parafuso, depois que passam de um certo tamanho.

Mas são mó gente boa também e fazem sujeitos sem graça e sem o menor senso de humor, como eu, parecerem muito mais bem-apanhados do que são na realidade. Gosto muito deles. São meus chapinhas, agora.

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