Arquivo de novembro de 2005

Linux

9 de novembro de 2005

O Linux está horrível pra se usar em Desktop. Está ultrapassado e é isso o que os xiitas (e há um número cada vez maior de analfabetos usando Linux, é impressionante) não querem ver. Há mais suporte a hardware agora em Linux do que jamais houve? Há. Os sistemas de arquivos são mais sólidos e elegantes que um parágrafo de Proust? São. Há mais interfaces gráficas e possibilidades de configuração que a biodiversidade da Amazônia? Sim, quase tantas quanto.

O problema são os aplicativos. O modelo de desenvolvimento para aplicativos é falho, muito, muito inferior ao da concorrência. A verdade é que não há uma só killer app pra Linux que justifique seu uso em desktop, ultimamente.

Entre 1994/96 era superduper ter um desktop 486DX2 ou pentium 100Mhz que rodasse um webserver para testes locais, um banquinho de dados, um bom browser, um sistema de arquivos confiável e algumas aplicações gráficas úteis e poderosas para os padrões da época. Em 1997/98 era bacanérrimo ter um pentium 166MMX ou um k6-2 capaz de rodar em cluster, ler, editar e tocar MP3 mesmo na linha de comando, o WindowMaker (clone do NeXT) era rápido e bonito, o TkDesk era um gerenciador de arquivos que não dava pau (ou dava menos que o Explorer dos Windows 95/98, bem menos). Hoje essas coisas parecem ambiente gráfico de Amiga e qualquer sistema operacional faz - e melhor. E não dá pinta de que vá mudar.

Parece que esse é o ano em que a coisa está finalmente ficando clara: Qualquer tipo de Unix ou clone é pra servidor e ponto. Ou pra quem não tem grana pra comprar algo melhor.

Aqui em casa eu e minha mulher estamos voltando pro Windows e pondo tudo num servidorzinho doméstico (arquivos, impressoras, ambientes de desenvolvimento PHP e MySQL, compartilhamento de Internet, etc), rodando Debian, reiserfs, RAID 10 (em breve) pois estamos de saco cheio de problemas como os com que você está indignado e muitos outros. “Life is too short to drink bad wine”.

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Random shots

6 de novembro de 2005

“Luta encarniçada pela sobrevivência” ou “Cachorro é sempre burro”.

[Via Gummonkid]

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Nós na mídia

5 de novembro de 2005

É nós na mídia.

Uma equipe de investigadores ingleses pretende exumar o corpo de Bertram Fletcher Robinson para determinar se este amigo de sir Arthur Conan Doyle foi envenenado antes de morrer em 1907. O autor do crime teria sido o próprio escritor, criador da figura do célebre detective Sherlock Holmes.

Mas esta não é uma teoria nova. Já há algum tempo que se suspeita que Bertram Robinson possa ter sido o verdadeiro autor de “O Cão dos Baskerville”. Conan Doyle teria cometido o crime para encobrir o facto de ter plagiado a obra.
Sabe-se que a causa da morte oficial de Bertram Fletcher Robinson, escritor, jornalista e advogado, terá sido febre tifóide… mas os investigadores vão reunir-se na próxima semana com a diocese de Exeter para entregar o pedido oficial de exumação. Os investigadores estão convencidos que o que consta na certidão de óbito de Bertram Fletcher Robinson não é verdade e que, muito provavelmente, o “amigo” de Conan Doyle foi envenenado com láudano por este último.

Daqui.

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Traduções

5 de novembro de 2005

E o Babel Fish é ainda pior.

In 1855 two Portuguese translators, José da Fonseca and Pedro Carolino, produced an English phrasebook so unbelievably bad that it was reprinted for half a century as a masterpiece of hilarity, under the title English as She is Spoke. Paul Collins of McSweeney’s Books has reprinted a selection from it, and it’s well worth picking up.

Original: Este lago parece-me bem piscoso. Vamos pescar para nos divertirmos.
Translation: This lake looks full of fish to me. Let’s have some fun fishing.
English as She is Spoke: That pond it seems me many multiplied of fishes. Let us amuse rather to the fishing.
Babel Fish: This lake seems me well piscoso. We go to fish stops in amusing them.

Tem mais aqui.

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Mother Russia

3 de novembro de 2005

O tempo passa e continua tudo sempre igual.

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