Notícias do front

Estou atopetado de trabalho e estudando, lendo e navegando muito como sempre. Principalmente estudando, com afinco e prazer, essas coisas novas todas que estão aparecendo na Web, até porque elas vão pagar minhas contas por mais algum tempo e, principalmente, por que todas são imensamente legais, divertidas, bonitas. Tão imensamente legais quanto o “El Oeste Bárbaro” que estou lendo em complemento ao “O Mito das Nações”. Ambos falam sobre aquele período pouco documentado que vai do finzinho do Império Romano (e eu sou um agente secreto dos Antoninos, não esquecer deste detalhe) até o ano 1000.

Anteontem sonhei que o Amir Domingues apresentava um programa na Rádio Guaíba - o música na Guaíba, pra ser mais exato - e se despedia, pois, no sonho, era o seu último programa na rádio, depois de 25 anos. Eu gostava de ouvir o Amir Domingues, quando era criança, me parecia um dos poucos apresentadores de rádio que era educado e gentil com os convidados do seu programa (que não era de música, era sobre política e atualidades), um cavalheiro das antigas, além de bem informado, culto, talvez. Gente de outra cepa, uma que quase não existe mais.

Pois o Amir Domingues do sonho anunciava com sua voz de locutor de AM antiga a próxima música: A seguir ouviremos o Primeiro Movimento do Concerto número 2 para Piano e Orquestra de Sergei Rachmaninoff. E a música começou a tocar, imensa, límpida, perfeita, como na primeira vez em que a ouvi, gravada num dos primeiros LPs que comprei no fim dos anos 80. Quanto tempo passou? Meio minuto? “Ei, isso é um sonho”, e acordei, rindo.

No fim da tarde do mesmo dia recebo uma notícia em casa, acho que a melhor que já recebi na vida, e caio sentado no sofá, agradecendo aos céus por estar sozinho nesse horário e poder chorar ridícula, choramingas e retardadamente à vontade. Mas, duh, essa não dá pra contar no blog. Até porque é sem graça, pensando bem.

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