Linux
Por Láudano Sine Nauta NavisO Linux está horrível pra se usar em Desktop. Está ultrapassado e é isso o que os xiitas (e há um número cada vez maior de analfabetos usando Linux, é impressionante) não querem ver. Há mais suporte a hardware agora em Linux do que jamais houve? Há. Os sistemas de arquivos são mais sólidos e elegantes que um parágrafo de Proust? São. Há mais interfaces gráficas e possibilidades de configuração que a biodiversidade da Amazônia? Sim, quase tantas quanto.
O problema são os aplicativos. O modelo de desenvolvimento para aplicativos é falho, muito, muito inferior ao da concorrência. A verdade é que não há uma só killer app pra Linux que justifique seu uso em desktop, ultimamente.
Entre 1994/96 era superduper ter um desktop 486DX2 ou pentium 100Mhz que rodasse um webserver para testes locais, um banquinho de dados, um bom browser, um sistema de arquivos confiável e algumas aplicações gráficas úteis e poderosas para os padrões da época. Em 1997/98 era bacanérrimo ter um pentium 166MMX ou um k6-2 capaz de rodar em cluster, ler, editar e tocar MP3 mesmo na linha de comando, o WindowMaker (clone do NeXT) era rápido e bonito, o TkDesk era um gerenciador de arquivos que não dava pau (ou dava menos que o Explorer dos Windows 95/98, bem menos). Hoje essas coisas parecem ambiente gráfico de Amiga e qualquer sistema operacional faz - e melhor. E não dá pinta de que vá mudar.
Parece que esse é o ano em que a coisa está finalmente ficando clara: Qualquer tipo de Unix ou clone é pra servidor e ponto. Ou pra quem não tem grana pra comprar algo melhor.
Aqui em casa eu e minha mulher estamos voltando pro Windows e pondo tudo num servidorzinho doméstico (arquivos, impressoras, ambientes de desenvolvimento PHP e MySQL, compartilhamento de Internet, etc), rodando Debian, reiserfs, RAID 10 (em breve) pois estamos de saco cheio de problemas como os com que você está indignado e muitos outros. “Life is too short to drink bad wine”.
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