Arquivo de novembro de 2005

CSS For Dummies

29 de novembro de 2005

A alemoa, numa recaída nerd, resolveu mostrar seus pontos-de-vista (she will kill me for that) sobre cascading style sheets. Instrutivo. Eu, que sou um cara SPYGLASS MOSAIC, continuo sem entender patavinas.

Sorry, favela, meu negócio é .htaccess de Netscape Server 2.01 rodando num Webforce Bundle.

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Aleatória

28 de novembro de 2005

Quando vejo um americano zombando da França, eu penso: “Normal, um romano sempre tira uma lata dos gregos. Normal”. Quando vejo um brasileiro zombando da França é inevitável: “Ué, o alfabeto já chegou na Islândia?”.

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Livros que eu levaria comigo

23 de novembro de 2005

Fim de ano é época de fazer listas e essas baboseiras. Esses dias me pediram uma lista dos livros que eu levaria até para o inferno, se desse. Todos eles. Não vou torrar a paciência de vocês com TODOS, mas aí vão os principais e já ficam registrados, para o próximo que pedir:

Estão faltando alguns, mas o saco gastou antes de terminar a lista. A ordem não reflete exatamente o que penso deles ou a maior ou menor estima por eles, ok? Não tenho todos esses livros, mas se alguém quiser me presentear com as versões originais do The Master of Ballantrae do Stevenson, Henry Esmond do Thackeray, em inglês, ou do Manuscrit Trouvé à Saragosse, do Potocki seria adicionado à minha longa lista de orações.

Update 1: Obviamente faltaram o Grande Sertão, Veredas, citado neste post e a Crônica de Dom João I, de Fernão Lopes. Mas faltam mais.

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Notícias do front

18 de novembro de 2005

Estou atopetado de trabalho e estudando, lendo e navegando muito como sempre. Principalmente estudando, com afinco e prazer, essas coisas novas todas que estão aparecendo na Web, até porque elas vão pagar minhas contas por mais algum tempo e, principalmente, por que todas são imensamente legais, divertidas, bonitas. Tão imensamente legais quanto o “El Oeste Bárbaro” que estou lendo em complemento ao “O Mito das Nações”. Ambos falam sobre aquele período pouco documentado que vai do finzinho do Império Romano (e eu sou um agente secreto dos Antoninos, não esquecer deste detalhe) até o ano 1000.

Anteontem sonhei que o Amir Domingues apresentava um programa na Rádio Guaíba - o música na Guaíba, pra ser mais exato - e se despedia, pois, no sonho, era o seu último programa na rádio, depois de 25 anos. Eu gostava de ouvir o Amir Domingues, quando era criança, me parecia um dos poucos apresentadores de rádio que era educado e gentil com os convidados do seu programa (que não era de música, era sobre política e atualidades), um cavalheiro das antigas, além de bem informado, culto, talvez. Gente de outra cepa, uma que quase não existe mais.

Pois o Amir Domingues do sonho anunciava com sua voz de locutor de AM antiga a próxima música: A seguir ouviremos o Primeiro Movimento do Concerto número 2 para Piano e Orquestra de Sergei Rachmaninoff. E a música começou a tocar, imensa, límpida, perfeita, como na primeira vez em que a ouvi, gravada num dos primeiros LPs que comprei no fim dos anos 80. Quanto tempo passou? Meio minuto? “Ei, isso é um sonho”, e acordei, rindo.

No fim da tarde do mesmo dia recebo uma notícia em casa, acho que a melhor que já recebi na vida, e caio sentado no sofá, agradecendo aos céus por estar sozinho nesse horário e poder chorar ridícula, choramingas e retardadamente à vontade. Mas, duh, essa não dá pra contar no blog. Até porque é sem graça, pensando bem.

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Mais Web 2.0 na veia

9 de novembro de 2005

Esse é o método mais bonito que eu encontrei até agora pra acessar o Flickr.

*LAGRIMINHA FURTIVA*.

Só pra quem tem banda larga, though.

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Linux

9 de novembro de 2005

O Linux está horrível pra se usar em Desktop. Está ultrapassado e é isso o que os xiitas (e há um número cada vez maior de analfabetos usando Linux, é impressionante) não querem ver. Há mais suporte a hardware agora em Linux do que jamais houve? Há. Os sistemas de arquivos são mais sólidos e elegantes que um parágrafo de Proust? São. Há mais interfaces gráficas e possibilidades de configuração que a biodiversidade da Amazônia? Sim, quase tantas quanto.

O problema são os aplicativos. O modelo de desenvolvimento para aplicativos é falho, muito, muito inferior ao da concorrência. A verdade é que não há uma só killer app pra Linux que justifique seu uso em desktop, ultimamente.

Entre 1994/96 era superduper ter um desktop 486DX2 ou pentium 100Mhz que rodasse um webserver para testes locais, um banquinho de dados, um bom browser, um sistema de arquivos confiável e algumas aplicações gráficas úteis e poderosas para os padrões da época. Em 1997/98 era bacanérrimo ter um pentium 166MMX ou um k6-2 capaz de rodar em cluster, ler, editar e tocar MP3 mesmo na linha de comando, o WindowMaker (clone do NeXT) era rápido e bonito, o TkDesk era um gerenciador de arquivos que não dava pau (ou dava menos que o Explorer dos Windows 95/98, bem menos). Hoje essas coisas parecem ambiente gráfico de Amiga e qualquer sistema operacional faz - e melhor. E não dá pinta de que vá mudar.

Parece que esse é o ano em que a coisa está finalmente ficando clara: Qualquer tipo de Unix ou clone é pra servidor e ponto. Ou pra quem não tem grana pra comprar algo melhor.

Aqui em casa eu e minha mulher estamos voltando pro Windows e pondo tudo num servidorzinho doméstico (arquivos, impressoras, ambientes de desenvolvimento PHP e MySQL, compartilhamento de Internet, etc), rodando Debian, reiserfs, RAID 10 (em breve) pois estamos de saco cheio de problemas como os com que você está indignado e muitos outros. “Life is too short to drink bad wine”.

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Random shots

6 de novembro de 2005

“Luta encarniçada pela sobrevivência” ou “Cachorro é sempre burro”.

[Via Gummonkid]

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Nós na mídia

5 de novembro de 2005

É nós na mídia.

Uma equipe de investigadores ingleses pretende exumar o corpo de Bertram Fletcher Robinson para determinar se este amigo de sir Arthur Conan Doyle foi envenenado antes de morrer em 1907. O autor do crime teria sido o próprio escritor, criador da figura do célebre detective Sherlock Holmes.

Mas esta não é uma teoria nova. Já há algum tempo que se suspeita que Bertram Robinson possa ter sido o verdadeiro autor de “O Cão dos Baskerville”. Conan Doyle teria cometido o crime para encobrir o facto de ter plagiado a obra.
Sabe-se que a causa da morte oficial de Bertram Fletcher Robinson, escritor, jornalista e advogado, terá sido febre tifóide… mas os investigadores vão reunir-se na próxima semana com a diocese de Exeter para entregar o pedido oficial de exumação. Os investigadores estão convencidos que o que consta na certidão de óbito de Bertram Fletcher Robinson não é verdade e que, muito provavelmente, o “amigo” de Conan Doyle foi envenenado com láudano por este último.

Daqui.

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Traduções

5 de novembro de 2005

E o Babel Fish é ainda pior.

In 1855 two Portuguese translators, José da Fonseca and Pedro Carolino, produced an English phrasebook so unbelievably bad that it was reprinted for half a century as a masterpiece of hilarity, under the title English as She is Spoke. Paul Collins of McSweeney’s Books has reprinted a selection from it, and it’s well worth picking up.

Original: Este lago parece-me bem piscoso. Vamos pescar para nos divertirmos.
Translation: This lake looks full of fish to me. Let’s have some fun fishing.
English as She is Spoke: That pond it seems me many multiplied of fishes. Let us amuse rather to the fishing.
Babel Fish: This lake seems me well piscoso. We go to fish stops in amusing them.

Tem mais aqui.

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Mother Russia

3 de novembro de 2005

O tempo passa e continua tudo sempre igual.

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