Primeiras impressões

Já o quarto dia na cidade do México, no meu posto de trabalho em frente a avenida Ejercito Nacional, num décimo andar de escritório. Cheguei na quinta passada, via Varig, sem grandes expectativas além das de trabalhar como um mouro e, eventualmente, fazer alguns passeios mais ou menos bacanas na cidade.

Enquanto o avião sobrevoava a cidade, minutos antes do pouso, 3500m, a primeira “surpresa”: Uma pirâmide azteca, rodeada por um bairro que lembrava muito uma favela vista do alto. Mais tarde comentei com os colegas de trabalho e nenhum deles soube dizer qual seria. De qualquer maneira, seja lá o que tenha visto, era muito grande em comparação às casinhas minúsculas que a circundavam.

Ao descer no aeroporto, assim que me vi livre da imigração, encontrei um perfume de flor de corticeira, intenso, familiar, no primeiro saguão. Não sei se em algum outro lugar do Brasil além da região da Campanha no RS as corticeiras florescem vermelhas e perfumadas quase até a náusea, então não sei se esta é uma imagem olfativa mais ou menos compreensível. O fato é que este foi o perfume que me recepcionou na chegada, esse sim uma surpresa que me remeteu a cavalgadas em manhãs geladas na beira do riacho que contornava a fazenda no fim do mundo em que trabalhei no início dos anos 90. Isso ao desembarcar numa cidade com 22 milhões de almas. Weird.

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