Périplo carioca

Foram três dias moormente ensolarados, de sábado a segunda, no Rio. Ficamos na casa de amigos, em Santa Tereza, a alguns metros do Largo das Neves, fim-de-linha do bondinho Paula Ramos.

No sábado, tour cultural: Museus que estivessem abertos, Biblioteca Nacional (fechada, em greve), sebo Berinjela (sempre mais ou menos, como sempre) na Rio Branco, enfim, caminhadas no centro. Domingo foi dia de comprar ingressos pra Pequenas Raposas no CCBB, ir à feira da Glória, dar uma super volta guiada por Santa Tereza com um dos amigos, beber cerveja até quase à inconsciência, tirar uma soneca antes da feijoada, casa cheia, ir à peça, não conseguir um táxi no final do espetáculo, às dez da noite, na frente da Candelária (Santa Tereza? Poxa, merrmão, pra Santa Tereza não vai darr não…), mais cerveja até as duas da manhã nos botecos da redondeza do Larrgo dash Nevesh, um show do Mundo Livre perdido sem maiores remorsos, enfim.

Domingão foi dia de ir à praia, tirar foto de turishta no prédinho daquela rua em que o Tom ensinava pra Elizete as canções De Canção do Amor Demais, tomar água de coco em Ipanema vendo o mar arrebentar forte na praia por conta dos rescaldos do ciclone sulista e pegar a ponte aérea Novo Rio/Terminal Tietê, chegando em casa a tempo de tomar um café antes de deitar, trampo pra todo mundo no outro dia.

As considerações: Nada mudou muito, apesar de, aparentemente, a cidade estar menos suja e menos cheia de sem-teto dormindo sob as marquises, no centro. As cariocas continuam simpaticíssimas, charmosas e bonitas, apesar do sotaque esquisito, os amigos parecem todos em ordem e felizes, as batidas policiais sem noção continuam acontecendo o tempo todo e em todos os lugares (no sábado caímos com todos os turistas ocupantes do bonde Dois Irmãos no meio de uma operação da PM com cerca de 50 soldados armados de fuzis FAL ou algo semelhante, todos de uniforme preto e caras entre o assustado e o raivoso), os tiros esporádicos no meio da tarde e tiroteios noturnos continuam os mesmos de sempre.

Mas, pelo menos, foi divertido dessa vez. E como. Voltaremos.

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