Il y avait des temps et des temps

Como se faz para viver em duas horas por dia e ainda manter a ilusão de liberdade ou a de que, enfim, somos mestres e timoneiros do próprio destino? Há tempos não tinha a sensação de que estou numa guerra, num front qualquer, que ele durará mais que os outros períodos semelhantes e que é preciso chegar lá no final com algo na mão, como o sujeito que, voltando da expedição de Magalhães, guardou no bolso, sem que ninguém percebesse, alguns dos cravos trazidos pela nau que afundava mansamente defronte o porto de Sanlúcar, destino final de três anos de viagem, enquanto jogavam fora parte da valiosa carga para aliviar o peso e evitar o naufrágio, a menos de meio quilômetro do destino.

Me faço a pergunta e sorrio, pensando que, sim, isso tem algo a ver com babuínos e uma tese engraçada ainda não apresentada no Bananão.

Ah, sim, o Linux finalmente está redondo e bonitinho, e ganhou a Indigo2 de segunda mão (abaixo) de companheirinha pras duas horas de folga diárias do “subscritor” desse diário. Se algum leitor disto também é usuário de uma SGI, mande um sinal de fumaça.

A letra do trecho de música que dá título ao post está aqui.

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