Día de la bestia

Por Láudano Sine Nauta Navis

Eu ia escrever um longo arrazoado sobre a morte do Brizola, desses que provavelmente iam me fazer perder alguns amigos, mas desisti. No oitavo ou nono círculo, o dos eternos aspirantes a ditadores, é pra lá que ele foi, que descanse em paz.

Ontem foi um daqueles dias: Começou com a queima “parcial” de uma placa de vídeo, que resultou na corrupção do Windows XP (sim, tenho backups atualizados) e do Linux instalados na minha máquina. Depois, ao descer de bermuda e camiseta, sem documentos e a grana contada para a padaria, perco a chave de casa no caminho. Pra quem me conhece, sabe o que isso significa. A alemoa está viajando e não tenho qualquer parente na cidade. Por conta do transtorno - e do cagaço - perdi um show de um amigo que há tempos não vejo e que há dias estava planejado. Caralho, dizer que tem dias em que é melhor não acordar é retórica. Se eu tivesse sido atropelado e morrido, me incomodava menos.

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