Arquivo de março de 2004

Cuarenta años esta noche

31 de março de 2004

Aniversário da Redentora, número fechado, reflexões pueris sobre um assunto que ninguém mais tem paciência de ouvir. A única coisa que ocorre a esse filho do milagre econômico com o pleno-emprego do Delfim Neto é a constatação de que o golpe ou revolução, conforme o lado que narre, foi uma das poucas conspirações monumentais que deram certo no país. Mesmo que tenha sido grande caudatária da incompetência política (acho que já escrevi esse termo há poucos dias) do Jango, um dos mais perfeitos sujeitos-errado-no-lugar-errado-na-hora-errada da História da amada-salve-salve-Bananão.

Imagino que se eu estivesse lá, há quarenta anos, e ouvisse, por volta das oito, as notícias de sublevação dos mineiros, não estaria de nenhum dos lados. E combinaria com a Alemoa (caso ela também estivesse por lá), a viagem sem volta pra Itália, França ou Inglaterra, a mesma que faremos se o caso do nosso sujeito-errado-atual acabar num desfecho semelhante ao desta noite, quarenta anos atrás.

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A Defesa dos Imbecis

28 de março de 2004

Não há no mundo raça mais necessária e prolífica que a dos imbecis. Se não tivessem existido homens de gênio, seríamos ainda bárbaros, mas sem os estultos o gênero humano teria acabado há muito tempo. E é um grande argumento a favor da Providência que em todos os tempos sejam precisamente eles os mais numerosos e os mais poderosos. Por vezes decorre meio século sem que tenha aparecido um engenho soberano e fora do comum, mas cada dia que desponta vê crescer e florescer “a infinita multidão dos idiotas”.

Por toda a parte os encontramos, mesmo onde não se esperaria, e não somente em lugares humildes, subalternos e obscuros, mas nos primeiros e mais altos. Os imbecis formam, pode-se dizer, o corpo máximo da humanidade, de modo que estudar o homem é o mesmo que definir a natureza dos medíocres e dos idiotas. “São estultos – dizia o argutíssimo Gracian – todos aqueles que parecem tal e a metade daqueles que o não parecem”. E como a maior parte são reconhecíveis à primeira vista como imbecis mesmo pelos inteligentes mais distraídos, é fácil fazer a conta e chegar a uma soma não muito distante do total dos hóspedes do planeta.

Este cálculo parecerá exagerado e irreverente a quem não repare que o verdadeiro imbecil está, a maior parte das vezes, seguríssimo de não sê-lo. Haverá quem reconhece a própria fealdade, a própria miséria e mesmo as próprias infâmias, mas todos, e mais do que nunca os imbecis, estão seguríssimos de ter tanta inteligência que igualam ou superam a maior parte daqueles que vivem junto deles. Não há imbecil por direito de nascimento que no início do dia não julgue imbecis os seus vizinhos e companheiros e precisamente nestes juízos, e por vezes nestes só, se mostra não imbecil, antes clarividente.

Pois que não se deve crer que os imbecis mais sólidos e certos sejam aqueles pobres insensatos que nada fazem e nada dizem. A grande máquina do mundo humano não tem mecânicos mais ativos e universais que os estultos. Não retidos pela dúvida dos reflexivos, nem pela humildade dos grandes, nem pelo sentido de responsabilidade dos sábios superiores, eles dão prova de uma ufania e de uma jactância que ao mesmo tempo conforta e aterra. Cada país está cheio de imbecis que escrevem, que ensinam, que falam aos povos, que tratam de negócios, que administram e dominam, que fabricam teorias e obras de toda a espécie. Ai de nós, se não existissem! Quem jamais se entregaria a tantas daquelas profissões que aviltam o ânimo e entristecem o engenho? Quem realizaria aquelas inumeráveis tarefas mais ou menos úteis que para um espírito contemplativo, nobre e delicado, trariam insuportável fastídio e repulsa?

Os estúpidos vigorosos são, em suma, extremamente necessários ao andamento da família humana e necessaríssimos, de modo particular, aos não imbecis. Desempenham, em relação a eles, uma função semelhante à dos antigos escravos, assumindo alegremente uma infinidade de cargos, de maçadas e de horrores que os gênios rejeitariam e, mais ainda, servem aos grandes como perspectiva de fundo para lhes oferecer maior relevo e realce. Se todos fossem inteligentes, que mérito teria a inteligência? E, se a maior parte fossem gênios onde iria acabar a voluptuosidade do sentimento de predominância sobre os outros?

É, porém, verdade que a convivência com os idiotas é um contínuo martírio para os que idiotas não são. Ponde um grande na companhia de estultos e será, a maior parte das vezes, detestado, troçado ou, pelo menos, incompreeendido. Toda a sua grandeza não lhe servirá senão para sofrer, para calar ou cingir a máscara do medíocre. Mas o desdém que os estúpidos suscitam nos sábios é sinal de pouca sabedoria, de ingratidão e talvez de inveja. Que culpa têm os imbecis da sua imbecilidade? Mesmo se esta fosse curável com uma iluminação sublimadora, a quem cabe curá-la? Não porventura àqueles que tiveram de Deus o dom de um engenho sublime e luminoso?

Ninguém se zanga, se vê uma criatura aleijada e com o nariz roído por uma chaga e devemos irritar-nos, se nos caem diante dos pés, como a todo o momento acontece, homens com a mente deformada, o coração a esgarçar-se e a alma desabitada? Ouvir as suas falas faz mal, porque a idiotia é irritante e contagiosa: termos muito que fazer é desaconselhável porque um imbecil dificilmente chega a ser generoso: querer contradizê-los é loucura porque são a maioria e, de costume, destemidos e teimosos como a estirpe asinina. Pelo que não restam senão dois caminhos: educá-los ou suportá-los. O primeiro partido é por vezes desesperado; o segundo penosíssimo.

E daqui nasce o rancor desdenhoso que os homens de talento mostram para com a infindável aluvião dos idiotas pululantes e imperantes. Mas na aversão dos inteligentes há, por vezes, um fermento de inveja. E não sem motivos porque, entre os imbecis, mais do que no resto dos homens, se encontram os felizes e os poderosos. Quanto mais inteligência mais dor; logo, quanto menos inteligência mais paz e contentamento. Ninguém está mais seguro de si e satisfeito com o seu próprio ser que um estulto perfeito: dentro dele nem tragédias, nem drama, nem angústias, nem desesperos. A alma dá-lhe pouco aborrecimento porque está quase extinta: a única coisa que a entristeceria é aquela característica que durante a vida natural ele ignora, isto é, a de ser um imbecil.

E não é de espantar se, a maior parte das vezes, os imbecis têm mais êxito no mundo do que os grandes talentos. Enquanto estes são obrigados a combater contra si mesmos e, como se não bastasse, até contra todos os medíocres que detestam por instinto todas as formas de superioridade, o imbecil, vá para onde vá, encontra-se entre os seus pares, entre companheiros e irmãos e é, por natural espírito de grupo, ajudado e protegido. O estulto não enuncia senão pensamentos usuais em forma comum e é por isso aprovado pelos seus semelhantes, que são legião, enquanto o gênio tem o terrível vício de contrapor-se às opiniões dominantes e de querer revolucionar, juntamente com o pensamento, a vida dos mais.

Isto explica por que as obras e as gestas dos imbecis são tão abundantemente solicitadas e admiradas. Os julgadores são, quase todos, da mesma bitola e dos mesmos gostos e aprovam com entusiasmo as coisas feitas ou ditas por qualquer um pouco mais hábil do que eles. O favor quase universal que acolhe os frutos da imbecilidade instruída e temerária vai aumentar a já copiosa felicidade daqueles. A obra do grande, ao contrário, não pode ser entendida e admirada senão pelos seus iguais que são, em todas as gerações, pouquíssimos e só com o tempo estes poucos conseguem impô-la, pelo menos em aparência, à servil estima dos mais. E a maior vitória dos estultos é a de constranger os sábios, bastantes vezes, a agir e falar como estultos, seja para passar com maior tranqüilidade a vida, seja para se salvarem nos dias das epidemias agudas de estultície universal.

Mas não se pode dizer que a inteligência raciocinante e esplendente seja a única escada para a grandeza. Por vezes também o gênio, que é a inspiração intermitente e efêmera, pode coexistir com a estupidez. La Fontaine, em sociedade, dava a impressão de um meio estulto e S. José de Copertino parecia o homem mais obtuso do seu tempo. E, contudo, hoje, mesmo os mais incontentáveis admiram no primeiro um grande poeta e os cristãos veneram no outro um santo milagroso.

Não se deve esquecer, enfim, que os homens de gênio não se tornariam famosos se não conseguissem atrair também a admiração dos ignorantes. O velho Voltaire perguntava-se: “Combien de sots faut-il por faire un public?” Mas depois rejubilava ao saber que as platéias de Paris aplaudiam a sua Zaira e o seu Maomet.

Giovanni Papini - 1905.

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Leituras de domingo

28 de março de 2004

“Como o senhor sairia dessa? Com quem?

Deus me livre estar numa situação assim. Vou lhe dar uma resposta que nunca pensei que fosse capaz de dar. Se alguém me dissesse que um dia eu ia dizer isso, eu me consideraria insultado. Parto de duas premissas. Uma é a de que a alternativa popular de esquerda, na qual tanta gente votou, dificilmente vai se reencontrar. Eu iria para uma alternativa onde houvesse conservadorismo e crescimento. Com quem? Alguma coisa na linha do Delfim Netto. Nem precisa ser ele. “

Elio Gaspari, entrevistando Valdir Quadros. É, Mami, o mundo virou de pernas pro ar, sim.

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Orkut

27 de março de 2004

Por enquanto, menos de um mês, o Orkut está bacana, bacana pacas. Até quando? Até começar a entrar a gente da farofa? Provavelmente (nunca desdenhando o fato de que eu ou você possamos ser considerados “gente da farofa”, também).

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Explicação se dá pra porteiro

27 de março de 2004

Sim, eu sei do Pacote de Abril e da Lei Falcão no governo Geisel. Mas nenhum dos dois terminou com a autoridade do governo federal, pelo contrário. E, não, não houve governo federal depois de 82 até 85, depois da crise da dívida, atentado do Rio Centro e decretos-lei 20XX (2045, 2064, etc). E não, depois da “redemocratização” com Tancredo e Sarney, o governo acabou ao fechar a última urna em novembro de 1986, junto com o plano Cruzado.

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2006

26 de março de 2004

Um dos muitos problemas do presidencialismo como é praticado no Brasil é o da, digamos, “solubilidade” do presidente. Quando o presidente é “solúvel” (assim o foram o ditador Geisel, o vice Itamar e o loquaz FHC), pode acontecer de tudo, mas o mandato chega intacto ao final sem maiores transtornos institucionais ou “emocionais” e o dito cujo passa a faixa pra frente até com alguma dignidade.

Pra quem já assistiu o filme de sujeitos como o presidente Figueiredo (”me esqueçam”) e Sarney (ofendido pelo sucessor na cerimônia de posse sob mais de 5000% de inflação ao ano), cujos governos acabaram - de fato - mais ou menos pela metade de seus mandatos, a crise atual não tem tanto de novidade e pode estar indicando que, como os dois últimos, o governo Lula acabou e se arrastará por meio de medidas medíocres, com economia, indicadores e paciência degringolando, até a próxima eleição em 2006.

Eu, que acreditava - não sei baseado em quê - na “solubilidade” do Sr. da Silva, espero que a crise institucional que a incompetência política (quem diria) do PT está gestando pelo menos sirva pra se pensar mais a sério em parlamentarismo. No último plebiscito, em que até monarquia se discutiu, meu voto fragorosamente derrotado foi por um parlamentarismo republicano. Mas se houvesse um voto para a Geléia Geral, no próximo, acho que escolheria esse. Vai ser dureza ter de esperar até 2006.

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Começou

22 de março de 2004

Em breve será apresentado um projeto em Bruxelas para que provedores da União Européia guardem os dados de navegação, emails enviados, etc. (leia-se rastreabilidade), de todos os usuários europeus, por dois ou três anos, como medida preventiva contra o terrorismo. Agradeçam aos amáveis palestinos-bomba e Osama e sua corporação.

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Versões

21 de março de 2004

Se há alguém a perguntar algo, em off, é aos escritores e aos diretores de cinema. E, conforme os segundos, há motivos. E, enfim, onde está escrito Vicente Aranda, pertinho de Julio Medem, é de bom tom verificar.

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Velha história

21 de março de 2004

Las guerras del opio

Los chinos sólo habían utilizado la adormidera con fines medicinales, pero en el siglo XVI los árabes les transmitieron el arte de escarificar las cápsulas de amapola y con ello, el uso recreativo del opio. La costumbre se volvió tan popular que las grandes importaciones de adormidera terminarían desequilibrando las prósperas finanzas chinas por primera vez en su historia. En 1729 el emperador Yong-Tcheng promulga un edicto prohibiendo la importación del opio.

El jugo de adormidera se introduce entonces clandestinamente, primero financiado por los portugueses y a partir de 1773 gracias a la East India, compañía inglesa que tiene el monopolio exclusivo sobre las plantaciones hindúes e incrementa considerablemente el tráfico. Pese a un segundo edicto que en 1796 aplica la pena capital a contrabandistas y dueños de fumaderos, la cantidad de opio contrabandeado asciende a una tonelada y media.

Comprobando que era imposible impedir la entrada ilegal del psicoactivo, el emperador opta por negociar con los ingleses pactando que la cuantía de las importaciones de opio habrá de ser compensada con los ingresos de la exportación de té. La monarquía inglesa no hace gran caso de los acuerdos.

Jean-Louis Brau relata en su Historia de las drogas (4) que el opio de contrabando era trocado a lo largo de las costas chinas por lingotes de oro o de plata y obras de arte antiguas, ya que éstas empezaban a estar en boga en Europa.

Entre los principales traficantes está James Mathelson, un médico de la East India. Ante el inagotable mercado, decide asociarse con Jardine, un barón escocés que encubre el negocio desempeñando el cargo de Cónsul de Dinamarca en Macao.

Jardine, todo un genio comercial, defiende las ventajas de la prohibición sobre la legalización y logra que el negocio prospere incluyendo a Sir H. Palmerston, entonces Ministro de Asuntos Exteriores. Utilizando las sociedades secretas chinas como intermediarias, pronto establecen amplias redes de distribución.

Para 1820, cuando la pena se extiende a los consumidores, el contrabando asciende a unas setecientas cincuenta toneladas, por lo que el emperador y sus consejeros (no pocos de ellos aficionados al opio) se reúnen para tomar alguna decisión. Un grupo de la corte encabezado por el Ministro del Consejo Privado, propone legalizar nuevamente el uso y cultivar adormidera como solución inmediata; otro grupo lidereado por el mandarín Lin Tseth-su presenta un largo alegato condenando la sugerencia y proponiendo mano dura para terminar con el problema. Lin convence al emperador y logra que lo nombren Alto Comisionado Imperial con poderes extraordinarios.

Toda vez que analiza la situación, Lin comprueba que la prohibición ha ocasionado graves casos de corrupción entre la burocracia civil y militar. Intentando poner remedio a la situación, envía a nombre del emperador una carta dirigida a la reina Victoria con argumentos morales sobre los estragos del consumo entre la población.

Según relata Escohotado en su propia Historia de las drogas, la carta se recibe con asombro en la corte inglesa ya que calculando la relación entre habitantes, Inglaterra consume bastante más opio que China. La noticia de que esta panacea en Europa, constituye un infierno en China, conmociona al reina, quien transmite la misiva a la Cámara de los Comunes.

La Cámara, en una moción aprobada por mayoría absoluta, asegura que resulta “inoportuno abandonar una fuente de ingresos tan importante como el monopolio de la East India en materia de opio.” (9)

Ante el nulo éxito obtenido, el comisionado continúa pues con su plan de imponer mano dura al contrabando y confisca unas veinte mil cajas de opio, escribe una oda al dios del mar disculpándose por lo que está a punto de hacer y ordena que arrojen las aguas más de una tonelada de la substancia infernal. Inmediatamente, Inglaterra declara la guerra fundando su declaración en «un intolerable atentado contra la libertad de comercio». Mientras los ingleses envían a su cuerpo expedicionario, los chinos, organizan un concurso entre treinta letrados, cuyo tema es la redacción en verso de un parte de victoria. El ganador del concurso sería designado general de Ning -Poi.

Así las cosas, el emperador vencido suscribe en 1843 el Tratado de Nankin. Las cláusulas acordadas fueron: la apertura al libre comercio de cinco puertos, una indemnización de 21 millones de dólares y la cesión a Inglaterra de Hong-Kong y Amoy. El opio, por deseo expreso de los ingleses, continúa bajo prohibición. Mathelson comenta por escrito a sus socios londinenses: “El mercado padecía una verdadera inundación del producto; la tontería de Lin aumentará los beneficios.” (9)

Veinte años después, cuando el tráfico inglés de opio a China supera las dos mil toneladas, hay otro incidente debido a que la autoridad de Cantón se niega a pagar ciertas deudas a los ingleses; aprovechando el asesinato de un misionero, Francia forma una coalición con Inglaterra para atacar nuevamente el territorio chino. Tras una guerra mucho más breve, se firma el Tratado de Tietsing en 1857. Los ganadores imponen ahora otra serie de derechos comerciales y de tránsito, libertad completa para las labores de las misiones cristianas y la legalización de las importaciones de opio a cambio de un impuesto del 5%. “La opiómana emperatriz Tse-uhi, firmante del tratado, recomienda oficiosamente seguir resistiendo a los misioneros.” (9)

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Liberdade

19 de março de 2004

Eu acho a China o máximo - principalmente no quesito comida e mulheres - adoraria aprender mandarim, tenho amigos (pen pals) chineses (de Hong Kong, Taiwan, Cingapura e, mais recentemente, da China Continental) há anos. Por isso que esse tipo de notícias me deixa entre o triste e o apavorado. Mas, enfim, o próximo “Império do Mal” tem sete mil anos de uma cultura bem mais palatável, pra mim, que a dos japoneses, mesmo que os chinas-pau vivam há sete mil anos sob ditadura.

Talvez o desenvolvimento econômico a que eles vão, provavelmente, chegar, leve o regime de excessão exceção daqui a uns dez ou quinze anos a uma situação parecida à da ditadura militar da Coréia do Sul alguns anos atrás: ou abre e vira uma democracia, por bem, ou a desobediência civil faz o país parar, e, bom, acaba virando uma democracia. Torço por isso. E pra que eu aprenda antes que exceção é com cê-cedilha, em português.

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