Arquivo de novembro de 2003

Surrealismo

7 de novembro de 2003

“Lo cuenta Miguel Moreno en El País (9/VII/00): la viuda del escritor uruguayo Juan Carlos Onetti recibió hace unos días una carta muy formal de La Moncloa (la residencia presidencial española). Dos cosas sorprendieron a la mujer . Uno: en el sobre aparecía como destinatario su fallecido esposo; dos: se trataba de un mensaje del presidente José María Aznar quien felicitaba muy cordialmente al escritor por su onomástico. Qué detalle. Sólo que Onetti tiene seis años de muerto.”

Gallegos, gallegos.

Compare Preços de: MP3, iPod, celulares, notebooks, câmeras no Buscapé.

Looking Glasses

7 de novembro de 2003

There’s a port on a western bay
And it serves a hundred ships a day
Lonely sailors pass the time away
And talk about their homes

And there’s a girl in this harbor town
And she works layin’ whiskey down
They say “Brandy, fetch another round”
She serves them whiskey and wine

The sailors say “Brandy, you’re a fine girl” (you’re a fine girl)
“What a good wife you would be” (such a fine girl)
“Yeah your eyes could steal a sailor from the sea”
(dooda-dit-dooda), (dit-dooda-dit-dooda-dit).

O resto está aqui.

Compare Preços de: games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod, Livro no Buscapé.

Desentocando

3 de novembro de 2003

Obrigado, Nanuq. Grazie, Italia. Grazie mille, nono.

Compare Preços de: games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod, Livro no Buscapé.

Feira do Livro

2 de novembro de 2003

O Roger foi a quarta alma a me perguntar se eu não vou a Porto Alegre pra Feira do Livro desse ano. Então é isso: não vai dar. Mesmo sabendo que essa é a única época realmente bacana em Porto Alegre: primavera e cidade em festa. Eu estava quietinho, pra não pensar no assunto, mas dá um puta aperto no coração de não poder ir pra lá e reencontrar os amigos, rever a família, essas coisas. Assim que, por favor, não me perguntem mais, ok? Eu não vou e pronto. E divirtam-se. Com licença que vou ali chorar um pouquinho.

Compare Preços de: games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod, Livro no Buscapé.

Huseman

2 de novembro de 2003

Junho ou julho, sábado, talvez 1989 ou 90. Porto Alegre, seis graus, vento e chuva fina. Visto dois blusões, casacão, manta de lã, luvas e vou visitar um amigo que mora na Zona Norte, imediações do Obirici, a quem eu emprestara uma placa de PC ou ZX-Spectrum. T1 do Centro Velho até a João Walig, de um fim-de-linha a outro. Uma hora depois chegamos, eu e o Luciano, à casa do Huseman, que está de bermudas, chinelos havaianas e camiseta.

- Tu não sente frio, seu bosta? - pergunto com a familiaridade que só se pode ter com os bons amigos.

- Tá frio hoje? - ele pergunta sincera e ingenuamente. A casa dele, meio úmida, está mais gelada que na rua.

- Não, filho-da-puta, faz duas semanas que o verão começou - eu digo, meio irritado.

- Vocês são duas maricas, isso sim - ele responde e nos mostra o caminho da oficina pra começarmos o trabalho de todos os sábados - tínhamos uma “empresa”, na época.

Às nove da noite a temperatura ronda os três graus e a chuva está mais fodida e galopada pelo vento. Hora de ir embora.

- Vou com vocês até a parada - diz o Huseman e levanta da mesa do micro, nos acompanhando até a porta da saída.

- Tu não vai pôr nem uma porra duma tricota por cima do ombro? - pergunta o Luciano.

- Tá frio lá fora? - pergunta o Huseman.

E ele vai até o ponto de ônibus, uns oito, dez quarteirões de distância, sem dizer um ai, de chinelo-de-dedo, bermuda e camiseta, falando normalmente sobre o desassembler em que estávamos trabalhando, de como a Susy Rego era gostosa pracaralho, de como ele tinha empatado uma partida com o Francisco Tróis na Simultânea Gigante que tinha rolado no Gigantinho um ano antes, enquanto eu e o Luciano parecemos dois astronautas, de tanta roupa, e cagados de frio.

Mas não esqueceu do guarda-chuva, pra não se molhar.

Lembrei desta hoje, quando ia, de bermudas, mocassim sem meia e camiseta, buscar cigarros no Fran’s aqui perto. Dezesseis graus, chovendo, com vento, e duas meninas na esquina da Pompéia, dessas que entregam panfletos de prédios à venda, me perguntaram se eu não estava com frio.

- Frio? não, não tá frio hoje.

Maldade.

Compare Preços de: games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod, Livro no Buscapé.

Lenha na fogueira (das vaidades)

2 de novembro de 2003

Vovó já dizia que empurrar bêbado de escada e chutar cachorro morto não tem graça, é fácil demais, mas está engraçada a “briga” entre alguns sites grandes de humor, por conta de alguns plágios recentes sofridos pelo cocadaboa por - vocês sabem quem (apelidos e links omitidos por razões óbvias). Minhas singelas contribuições à discussão seguem abaixo.

Compare Preços de: DVD, MP3, LCD, Plasma, HDTV, Home Theater no Buscapé.

Chilli Chile

1 de novembro de 2003

Então, ontem foi rélouim e teve festa no trabalho “por el tema de la fecha“. Santa Colônia, batman. Mas, como quando se está em Roma, coma as romanas (pra atualizar o ditado, mesmo que as gaulesas sejam beeem melhores), até que foi divertido. A festa rolou das seis à meia-noite, bancada pela firma e temo que pelo menos alguns dos colegas de trabalho não tenham chegado em casa, pela quantidade ESTÚPIDA de latinhas de cerveja consumidas, que, depois de vazias e convenientemente amassadas, já tinham enchido três latões de lixo MONSTRUOSOS, até a hora em que saí, com uns colegas chilenos, a patota mais divertida do trampo. Churrasco e cerveja grátis bancado por americanos não se dispensa, enfim.

É engraçado como essas comunidades de castelhanos - chilenos, argentinos, uruguaios, etc - são divertidas no exterior. Bom, festas de gaúchos “exilados” também costumam ser engraçadas, apesar de uns 50 decibéis acima do que os vizinhos aturam. Mas, pela primeira vez em anos, me senti absolutamente ilhado lingüisticamente: os chilenos simplesmente não pronunciam os ésses. Quer dizer, os éé. Nenhum S. Sinto que terei problemas, pois segunda-feira o Chile é o mais novo país com que passamos a trabalhar. Debitei o fato de não ter entendido nem um terço do papo animado que estava rolando às latinhas de cerveja que eu tinha esvaziado e ao vinho chileno que me iam servindo absurdamente e aos litros mesmo sem que eu pedisse. Cerveja com vinho sempre dá miércoles, mas enfim, em Roma. Na dúvida, fiquei brincando com o cachorrinho da casa, uma simpática micro-pantufa semovente daquelas que latem estridentemente aos estranhos até que eles lhes dêem atenção.

Até agora o castelhano mais límpido, bem pronunciado e conjugado para ouvidos brasileiros (mas os argentinos e chilenos do trampo concordam), vem da Colômbia. O sotaque mais feio, em eleição livre, foi o do Paraguay, que pronuncia os érres como os paulistas e paranaenses do interior. O mais difícil de entender pelos colegas (obrigado, Montevideo, obrigado Rivera), o do Uruguay, até a entrada do Chile. No Uruguay os caras trocam muitos dos ésses por érres guturais, o que complica as coisas pra alguns. E as melhores mulheres, da Venezuela, mas isso não é novidade, apesar da cara do Hugo Chávez não ajudar nessa suposição a algum desavisado.

Compare Preços de: MP3, iPod, celulares, notebooks, câmeras no Buscapé.