Good Morning Vietnam
Meu horário de trabalho, desde o advento dos mexicanos, é das 15:00 às 23:00, o que dá a manhã inteira e um pedacinho da tarde pra fazer absolutamente o que eu quiser, inclusive ter outro emprego, o que está absolutamente fora de questão. Não sei vocês, mas o horário das 18:00 até, sei lá, as 22:00, sempre foi, pra mim, um dos mais inúteis quando estou em casa, recém chegado do trampo. Nunca consegui fazer nada de útil nesse horário, em qualquer cidade.
Chegar às 11 e pouco da noite significa que você faz algo leve pra comer, fuma um cigarro, escova os dentes, lê algo no micro ou em livro e, pumba, cama. Tenho acordado sempre cedo, no máximo às nove da manhã, pra não perder esse tempo precioso que Nanuq me regalou na cidade onde mais se tem coisas pra fazer se se tem tempo livre, no país. Veremos o que sai disso.
Há vagas permanentemente não preenchidas no meu trampo, por falta de gente que fale minimamente bem o castelhano e seja capaz de compreender tanto um equatoriano de Guayaquil (os mais toscos, mas boa gente) quanto um “refinado” (e chato) portenho da Recoleta e algum eventual inglês, americano, holandês ou francês perdidos em algum buraco de ’sudamérica’. E, claro, conheça a coisa técnica inerente.
E o mais putamente fascinante é que, em já cinco meses, jamais tive que trazer trabalho pra casa, apesar de já ter três sábados de “treinamento” no diário de bordo. Veremos o que sai disso, também.
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