Arquivo de julho de 2003

Ensaio novo

14 de julho de 2003

Tem ensaio novo lá nas supersexies.

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Boa Notícia

14 de julho de 2003

Ah, sim, a Fraude está de volta.

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As de hoje

14 de julho de 2003

Estava sem o meu computador desde fevereiro. Finalmente, nesse domingo, a máquina mais matadora que eu já tive voltou à vida, junto com uma conexão banda larga porreta e wireless . Belez. Já consegui, entre outras, rodar o Hype, voltar aos projetos que estavam em andamento naquela época (fevereiro) e voltar a gravar CDs. Agora você não me escapa mais, seu PHP.

Só falta o resto dos meus livros e o som pra ficar tudo trique-trique rolimã. São Paulo tremerá. :^)

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Forte concorrente

9 de julho de 2003

Mais uma concorrente à da semana:

“Parafraseando Vinícius, as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Estas foram as palavras gentis com que o egrégio edil do Rio de Janeiro, CésarChapeleiroLouco Maia saudou a vitória da candidatura de nossa Bogotá às Olimpíadas de 2012. Desta vez o homem-Gugenheim foi mortal. Invejei.

E a de um desportista envolvido na pendenga:

“Dirigente adora praia”.

Estou devendo emails e telefonemas pra um monte de gente muito gentil e pra alguns bons amigos, etc. A partir de amanhã ponho essas coisas em dia. Meu horário de trabalho não tem me ajudado muito nisso de ser civilizado e responder às pessoas: passo da 1 da tarde às 10 da noite praticamente incomunicável, já que abdiquei do celular e é muito, muito complexo usar Internet para fins pessoais no trampo. Estou gostando do horário, mas é difícil começar a se mexer pra ir pro batente quando todo mundo está rumando ao almoço, e voltar pra casa quando o sorteio do bife já rolou há horas.

Ah, sim, parabéns, cariocas. E, por favor, não nos decepcionem.

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Da leitura na viagem ao trampo

8 de julho de 2003

“Mejorando hasta la perfección una frase divulgada por Boswell, Hudson refiere que muchas veces en la vida emprendió el estudio de la metafísica, pero que siempre lo interrumpió la felicidad. La frase (una de las más memorables que el trato de las letras me ha deparado) es típica del hombre y del libro. Pese a la brusca sangre derramada y a las separaciones, The Purple Land es de los muy pocos libros felices que hay en la tierra. (Otro también americano, de sabor casi paradisíaco, es el Huckleberry Finn de Mark Twain.) No pienso en el debate caótico de pesimistas y optimistas; no pienso en la felicidad doctrinaria que inexorablemente impuso el patético Whitman; pienso en el temple venturoso de Richard Lamb, en su hospitalid para recibir todas las vicisitudes del ser, amigas o aciagas.”

Lembro de outro livro feliz, no sentido acima, o Bel-Ami de Maupassant, de que Borges não gostava. E da felicidade distinta, mas igualmente marcante, de O Cobrador ou de A Grande Arte de Rubem Fonseca e de A Fúria do Corpo de João Gilberto Noll - um dos livros que deixei em Porto Alegre e de que estou sentindo falta. No teatro, o gran finale de Le Mariage de Figaro - O Casamento de Figaro, um dos meus roteiros favoritos ever. Et vive Beaumarchais!

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De um livro que não lerei

8 de julho de 2003

Do artigo do Thomaz Wood Jr, na Carta Capital dessa semana, algumas frases de um livro que não lerei, até mesmo pelos motivos que o articulista expõe.

“Sou publicitário: Pois é, poluo o mundo. Sou o cara (…) que faz vocês sonharem com aquelas coisas que nunca vão ter. Céu sempre azul, garotas nunca feias, uma felicidade perfeita, retocada com PhotoShop (…) Quando, depois de economizar, vocês conseguirem pagar o carrão tão sonhado, (…) já o terei tornado fora de moda (…) Drogo vocês com a novidade (…) O meu sacerdócio é fazê-los babar. Na minha profissão, ninguém deseja a felicidade de vocês, porque as pessoas felizes não consomem.

O livro se chama 29,99 e é um romance escrito por um publicitário. Não acredito que o estoque de boas frases vá muito além do da grifada acima, mas já ganhou a semana pra mim (ex-estudante de publicidade, antes que alguém resolva me dizer por email que “ei, não é bem assim, etc”).

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Frases da semana

8 de julho de 2003

Domingo, tomando o café da manhã com a namorada, reconstatávamos a miséria do Brasil (não a material, essa que nos salta aos olhos todos os dias), eu indignado e esperançoso, mas sempre impotente, ela resignada e ácida e igualmente impotente. A nossa miserabilidade não material que se manifesta numa série de fatos, que temos apreendido pelos jornais, pelo cotidiano ao redor, pelas pessoas que, como nós, vão envelhecendo ao nosso lado ou distantes, através dos telefones, dos emails, das janelinhas de ônibus. Olho para a Argentina: depois de ter ido ao fundo do poço, elegeu um sujeito que parece o Frajola (eu vi um gatinho) e que tinha tudo para ser uma nulidade: Pois o senhor Kirchner está protegendo a Argentina e fazendo um governo que gente (otária) como eu esperava do senhor da Silva. A Argentina volta a crescer e olhar com esperança para o futuro, coisa atestada até pelos argentinos com quem tenho trabalhado ultimamente. Nesse instante, ela enuncia a frase mortal da semana:

“Se até os argentinos conseguiram romper o ciclo de presidentes calhordas, por que nós nunca acertamos?”

Em seguida a conversa passa à próxima rodada da OMC, que vai tratar especificamente da liberalização do mercado educacional. O grifo é pelo fato de que, nem com uma Uzi apontada para cabeça algum dia eu direi “mercado educacional” sem um tom de ironia. A proposta a ser votada pelos estados-membro é mais ou menos essa:

A educação - especialmente a universitária - passará a ser considerada, para fins econômicos, como um serviço qualquer, sujeito à competição e à internacionalização, como hoje são considerados, por exemplo, os serviços de uma lavanderia ou de um provedor de acesso à Internet. Lindo, não? Nenhum demérito aos serviços de lavanderia ou provimento de acesso. São tão úteis à sociedade quanto qualquer outro. O caso é que educação, perdoem-me minha educação castilhista, não é um serviço qualquer. E me sufoca a impossibilidade de continuar comentando sobre o assunto, principalmente porque essa é mais uma batalha perdida. Pouco a pouco, do fim dos anos 80 pra cá, todas as conquistas da Revolução Francesa, que foram sedimentadas após o final da Segunda Guerra, vão pro caralho, com a anuência bovina de todos nós, os impotentes que acreditam ou não nos Lulas da vida.

O que me dá mais raiva/desânimo é que, no Brasil, quando aparece alguém que chegou ao fundo do poço e quer fazer uma grande bobagem, ao invés de seqüestrar um avião, navio, o que seja, ou explodir um trem, ponte, o elevador Lacerda, sei lá, esse alguém seqüestra um ônibus (ah, 174), uma lotação (ah, Porto Alegre), ou promove uma chacina em alguma periferia. Serão a falta de ambição em todos os aspectos e a vira-latice nacionais nossos mais profundos traços psicológicos coletivos? Por favor, não me respondam.

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Jeunesse Dorée

6 de julho de 2003

Muito interessante o artigo de Robert Kurz nesse domingo, no Mais da Folha de São Paulo (o link só funciona para assinantes do UOL e da própria Folha), sobre a “falência” da geração Internet, ou seja, dessa minoria de que grande parte dos que participaram da corrida do ouro até o estouro da bolha, faz/fez parte. Esses dias eu estava contabilizando que, de todos os amigos e conhecidos, aqui e no exterior, que estiveram envolvidos no boom da Internet e da nova economia, nem dez por cento continuava empregado e a maioria estava sobrevivendo de bicos ou tinha se empregado em empregos piores que os anteriores. Conteúdo, infraestrutura, programação, tudo regrediu, num refluxo observado em diversas áreas. É engraçada a observação de Robert Kurz sobre a diferença desse pessoal entre 25 e 35 anos (a “minha” geração) e os entre 15 e 20 anos (a “nova” geração que está entrando no - inexistente - mercado de trabalho agora).

“Mas talvez essas pessoas ainda biograficamente jovens, que não podem se desligar da socialização dos anos 90, já sejam na verdade os velhos, e os de esquerda com 30 anos de idade sejam como que “vovôs vermelhos”. Nos protestos em massa no mundo todo contra a Guerra do Iraque se manifesta uma nova geração, de pessoas de 15 a 20 anos, para a qual a visão de mundo da geração da nova economia e de sua esquerda é já parte da história. Esperemos que eles venham a compreender melhor que os novos tempos e as novas crises requerem também novas respostas da crítica social emancipadora.”

Pouco antes da metade do ano 2000, em email para uma ex-namorada, lembro de ter falado algo como ” a nossa década de 20 está chegando ao fim, mas da década de 20 sobraram o fox-trote, o tango, a semana de 22 e a Louise Brooks. O que sobrará da nossa?”. Não sei se chegamos a algum consenso. Só sei que vovô vermelho eu já não sou mais. :^)

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Alejandra Pizarnik

6 de julho de 2003

Gostei desse site sobre literatura hispano-americana. Aqui, biografia e textos de Alejandra Pizarnik. No resto do site, entre outros, Roberto Arlt, Borges, Cortazar, Marco Denevi, Juan Gelman, Onetti, Juan Rulfo e Llosa, com textos, resenhas, etc.

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Pacifismo de butique

5 de julho de 2003

Charge na capa da Nominimo hoje (créditos ao chargista omitidos por falta dos mesmos no site da revista. Pelo menos visíveis a uma primeira pesquisa).

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