Vaca Louca

Sábado é o já tradicional dia da vaca louca, como minha irmã apelidou os dias de faxina, muitos anos atrás. Feriadão. Pf.

Esses dias estive por aí, aproveitando o aparelho cultural de Sampa, na falta de algo melhor. Assisti ao Homem que Copiava do Jorge Furtado, caminhei, caminhei, caminhei. É engraçado que o melhor da cidade - de qualquer cidade - só pode ser usufruído a pé e, mesmo assim, a maioria dos paulistanos só prescinde do carro pra ir ao banheiro (e só porque não há um serviço de valet nos banheiros das casas), o que faz com que muita gente simplesmente desconheça o Centro e outras regiões onde é complicado estacionar. Há alguns dias o Eduardo Fernandes postou um comentário sobre um artigo do Alcino Leite Neto que meio “resume” o assunto sobre revitalizações de centros em geral. Na quarta-feira presenciei um dos mais monstruosos engarrafamentos da minha vida na radial leste, altura do Tatuapé, ocasionado pela greve do metrô, que me fez pensar nesse artigo e no quanto é frágil essa cidade, no sentido de que qualquer coisa pode fazê-la sair dos trilhos e entrar em colapso. Esse equilíbrio tênue talvez seja o seu maior charme, pensei com meus botões, enquanto o táxi em que eu viajava ia, como uma ambulância cheia de urgência, cometendo todas as faltas previstas no código nacional de trânsito, e mais umas cinco ou seis infrações que ainda não devem ter sido catalogadas, pra fugir do engarrafamento. De quebra, passei pela primeira vez na vida pela Móoca, que também está no capítulo Navegantes/Quarto Distrito de São Paulo.

Voltando à faxina.

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