Comunicação de fim de ano

Ficarei mais ou menos sem Internet - sem ADSL, pelo menos, o que é quase sem Internet - por uns tempos, pelo menos até montar meu novo apartamento. Vocês, que já fizeram mudanças, entendem do que estou falando. Isto acarretará mudanças no blogue, com certeza, principalmente no conteúdo: O Longa Lista e outras Pitangas deixará de ser um vlógue generalista para respeitar a primeira idéia do seu título: Literatura. A idéia será resenhar o que eu estiver lendo, colocar mais crônicas e contos longos - meus ou não - e radicalizar o tema letrinhas. Isto é, portanto, um aviso de que haverá menos links pra coisas bonitinhas ou bizarras, nenhuma foto e haverá toneladas de texto a partir de janeiro, quando também me dedico a escrever um livro em que estou emperrado há anos, para o deleite das traças da minha gaveta, minhas melhores e mais fiéis leitoras.

E era isso. Fiquem agora com o início de um dos livros que mais gosto, The Master of Ballantrae, de Stevenson, que vai comigo, junto com Onetti, Montaigne, Lautréamont, La Rochefoucauld e Fernão Lopes, pra onde eu for. O livro está completo online, lá na Bartleby.com.

ALTHOUGH an old, consistent exile, the editor of the following pages revisits now and again the city of which he exults to be a native; and there are few things more strange, more painful, or more salutary, than such revisitations. Outside, in foreign spots, he comes by surprise and awakens more attention than he had expected; in his own city, the relation is reversed, and he stands amazed to be so little recollected. Elsewhere he is refreshed to see attractive faces, to remark possible friends; there he scouts the long streets, with a pang at heart, for the faces and friends that are no more. Elsewhere he is delighted with the presence of what is new, there tormented by the absence of what is old. Elsewhere he is content to be his present self; there he is smitten with an equal regret for what he once was and for what he once hoped to be.

Pra quem não se topa com o inglês, tem uma tradução decente da L&PM, do Henrique de Araújo Mesquita, de 1984, que usei para aprender, cotejando com o original, quando um dia quis ser tradutor de literatura. Tsc, vanità di vanità.

O “Morgado” também era um dos livros preferidos do Borges, e foi ele quem me deu a dica num dos ensaios sobre a Eternidade

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