Quando escrever é uma necessidade
28 de novembro de 2002(ou, só pra sacanear um antigo e genial teaser da fraude)
“Para mim, escrever foi sempre uma necessidade, e tive sempre a necessidade do amor. Por isso tenho esses períodos nos quais estou tão absorvido por uma menina que não escrevo, porque prefiro o amor. E há momentos, que podem durar anos, em que prefiro escrever. Se não houvesse mulheres no mundo, teria escrito o dobro do que escrevi“.
Fonte: Leia, junho de 1990
Nasceu em 1909, em Montevideo, Uruguay. Romancista, considerado um dos maiores escritores latino-americanos do século. Teve uma adolescência e juventude repleta de aventuras. Fugiu de casa aos 14 anos, foi garçom e exerceu diversas atividades para sobreviver. Em Buenos Aires foi parceiro de Carlos Gardel em algumas composições de tango. Avesso à badalações literárias e jornalistas, quando vivia em Montevideo colocava uma placa na porta, onde se lia: “Já volto” e permanecia em casa, livre de visitas. Seu primeiro livro: O Poço, de 1938. No Brasil, seus livros mais conhecidos são Junta-Cadáveres (1964) e Tão Triste Como Ela (1963). Em 1980, ganhou o Prêmio Cervantes de Literatura. Outros livros destacados em sua obra: Tierra de Nadie (1942), La Vida Breve (1950), Una Tumba Sin Nombre (1959), Cuando, Entonces (1990), El Astillero, Dejemos Hablar el Viento. Onetti viveu num exílio voluntário em Madri, desde 1975, em companhia de sua mulher, tendo falecido nesta cidade, nos anos 90.
Nota adicional:
Conta a lenda que a parceria com Gardel se deve a uma dívida: Onetti conheceu Gardel num bar em Montevideo, ficaram amigos e, numa noite, apostaram uma queda de braço valendo cem pesos. Tendo perdido, e sem dinheiro, Onetti escreveu dez tangos para Gardel, em pagamento.
A maior parte do acima veio daqui.
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