Arquivo de novembro de 2001

Acabo de perder um Post

28 de novembro de 2001

Saco. Não sei por que sempre acontece do navegador ou qualquer outro programa que você use travar segundos antes de você clicar no “Save” (ou teclar CTRL + S na maioria dos programas). Deve ser por que eu estava apedrejando uma resenha inépta, pra dizer o mínimo, do Amores Perros, que encontrei no serviço local (Porto Alegre) do Terra. Confira aqui o teor da bestialidade dita e vá ver o filme, se não viu, pra comparar. Vale! como diziam os latinos.

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Tarde de Sol

28 de novembro de 2001

Tarde de sol em Porto Alegre, temperatura agradavelmente enclausurada nos vinte, vinte e cinco graus, depois de uma semana de chuvas que abalaram além do humor de todo mundo, algumas casas. É engraçado no dia imediato a esse tipo de evento/calamidade ouvir as pessoas no trabalho, na hora do almoço, na pausa do café, narrando seus dramas pessoais ou os incômodos por que passaram ou testemunharam. Ouvir, enfim, é uma grande colcha de retalhos. Às vezes estou mais falante, normalmente menos, e a vida vai um tanto quanto no ritmo dos anjos do Asas do Desejo do Wenders (mais uma vez ele! preciso me benzer), cheia de frases alheias recortadas e olhares trocados sem muita convicção. Ambiente de trabalho é arena de rinha! (o que me faz lembrar da arena dos “Amores Perros” e sorrir para a tela do micro - e - “tomara que ninguém veja!”) :^)

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O Pai de Todos os Blogs

28 de novembro de 2001

Mario Quintana

Quem leu o Caderno H ou A Vaca e o Hipogrifo entende do que estou falando…

Aqui tem alguns poemas do cara.

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Por que Pitangas?

28 de novembro de 2001

Pitanga - Cereja do Suriname - Eugenia Uniflora

Só tem dois algos melhores nesse mundo que pitangas e literatura e ambas usam saias…

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Constatação

28 de novembro de 2001

Esboço para Carlota, personagem do jogo Zorro da Cryo Software

Nunca me canso de me espantar com a Internet. Sei, esse papo meta-midiático já está pra lá de gasto e a maioria das novidades dos últimos meses são apenas coisas requentadas e que agora funcionam, devido, principalmente, à “popularização” da banda larga e tal. Mas a noção de TAZ (Zonas Autônomas Temporárias) e todo esse papo underground nem teria aparecido sem esse emaranhado de fios que - mesmo indiretamente - acabaram interligando o meu computador - esse k6 meio leproso - ao seu, seja lá o que ele for. Sempre há os que reclamam da falta de conteúdo, mas são os mesmos que não são capazes de sair do roteiro dos portais que os grandes provedores empulham goela abaixo dos seus assinantes - não que os portais em si sejam ruins - ruim é a falta de iniciativa das pessoas, essa eterna acomodação (afinal, digitar ou clicar devem estar entre as atividades mais passivas da história da humanidade depois de zapear canais na TV), essa lezeira, “medo de estragar o computador”, enfim, medo de se arriscar em qualquer coisa, mesmo que seja uma anódina tela diferente. Há já sete anos, a revista Boardwatch Magazine (que começou como a bíblia e bússola dos BBSs - quem se lembra deles?) tem abordado, desde um ponto de vista técnico, obviamente, os aspectos e tecnologias mais legais da Internet, mas ainda não vi um artigo nela sobre os blogs e essa “nova” forma de interatividade que está surgindo - e se pode bem perguntar o quanto de modismo há nisso. John Dvorak, num artigo reclamando exatamente da atual impossibilidade de nós, simples mortais, termos acesso ao tipo de coisas legais e bonitas (Dreamweaver e PhotoShop são caros pra um usuário eventual que queira andar na lei sem piratear software, mesmo para os “hermanos” do grande norte) que as corporações têm. Assim, ele “decreta” a morte do site pessoal, do site de vaidade, do “My little home on the Web”. Não há como discordar de quase nada do que ele diz, mas, nas centenas blogs sites espalhados mundo afora, parece que o usuário vai retomando o seu espaço, e a rede “volta” a ser uma região propícia ao aparecimento de várias TAZ e alguma inteligência desinteressada (inteligências a serviço da grana, do mercado, do grande shopping center que a Internet tem se tornado, ah, desta todos estamos cansados). De qualquer forma, sempre houve algumas TAZ perdidas por aí, com ou sem blogs, com ou sem até mesmo a Web. Listas de discussão, alguns raros web chats - que logo são invadidos pelo pessoal do “q tc?” e “de onde tc?” e todos aqueles que AINDA NÃO APRENDERAM QUE NÃO É EDUCADO ESCREVER EM LETRAS GARRAFAIS, NEM EM BILHETE PRO LEITEIRO MÍOPE… Vale…

Pra quem quiser (em inglês), o artigo do Dvorak está aqui.

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